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Imagine que você está andando por uma estrada muito bonita e admirando a sua beleza. Quanto mais você anda, mais belo vai se tornando o caminho e você não vê a hora de chegar ao final dele, imaginando a imensa beleza que lhe aguarda.
Ao longo do caminho que, antes, era largo, plano e sem sobressaltos, começam a surgir pequenas pedras e você desvia delas, com facilidade. Só que, aos poucos, as pedras vão se tornando maiores e exigindo, de você, maior cuidado e atenção para não tropeçar nelas. Em alguns momentos, distraído pela bela paisagem, você descuida-se e acaba por tropeçar e cair. Mas, você não desiste porque quer chegar, de qualquer jeito, ao fim deste caminho.
No continuar da caminhada e depois de várias quedas, você, já, traz, em seu corpo, feridas provocadas pelas pedras. Às vezes, sentindo-se cansado, tem vontade de parar. Mas, a paisagem, à sua frente, o encanta e faz com que você continue.
De repente, quando você menos espera, depara-se com um enorme muro. Este muro é tão alto e tão imenso que não tem como desviar dele. Então, você se vê obrigado a parar, interrompendo assim, sua jornada. Você fica, ali, parado, olhando o muro e pensa: o que fazer? Como vou alcançar, agora, meu objetivo?
Você tem várias opções: pode retornar o caminho... Mas, de que adiantaria depois de todo o seu esforço, desistir e não receber a merecida recompensa?
Você pode ficar, aí mesmo, onde está... E satisfazer-se com a beleza deste lugar... Mas, por que ter tão pouco, se existe algo muito melhor além do muro?
Você pode entregar-se à tristeza e ficar chorando sem reagir e nada fazer... Mas, qual o sentido de tantas pedras e feridas pelo caminho para, agora, só encontrar tristeza?
Você pode revoltar-se contra esta injustiça, desesperar-se, xingar e atirar-se contra o muro, debatendo-se contra ele... Mas, tudo o que consegue é, apenas, ferir-se cada vez mais e o muro continua, ali, intacto.
Quando, finalmente, cansado de atirar-se contra ele, resolve sentar-se um pouco e descansar e, então, olhando ao seu redor, começa a pensar: qual o sentido de tudo isto? Por que, primeiro, tantas pedras e, agora, este muro imenso e impossível de ser escalado?
Então, você começa a compreender que as pedras do início do caminho eram, apenas, para lhe preparar para o confronto com este enorme muro porque, através das quedas e tropeços provocados pelas pedras, você aprendeu a cair e levantar-se e adquiriu forças, desenvolvendo, em si, persistência e coragem, para enfrentar obstáculos maiores e mais difíceis de serem ultrapassados.
Mas, de que adianta saber tudo isto, se este muro é intransponível? Será que é mesmo? Pense bem! Acalme-se e procure buscar a solução para este problema.
Olhe ao seu redor. Quantas pedras você vê? Existe um sentido para que elas estejam aí. Use-as a seu favor. Encare-as como lições de vida e aprendizado. Mas, não pense que elas servem somente para isto. Elas têm uma importância muito maior e são elas que o ajudarão a escalar este muro.
Comece por juntá-las, uma a uma, e vá, aos poucos, formando uma pilha com elas, encostada ao muro. Construa uma ponte. É tão fácil! A solução esteve aí, todo o tempo. Mas, transtornado pelo desânimo e pela revolta, você não conseguia percebê-la. Mas, agora, que está calmo, que buscou, dentro de si, as respostas, a solução surgiu, como um milagre, iluminando o seu caminho. Para isto servem os pequenos problemas que enfrentamos ao longo de nossa vida. São peças de uma ponte que devemos construir para alcançarmos o nosso objetivo final: a felicidade plena, total e absoluta.
Escrito por Meg Sol
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Página criada em 27 de dezembro de 2005.



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